sexta-feira, 27 de março de 2009

Martha Medeiros

Fragmentos do livro Divã – Martha Medeiros –

Se ser feliz para sempre é aceitar com resignação católica o pão nosso de cada dia e sentir-se imune a todas as tentações, então é deste paraíso que quero fugir.
* * *

Tenho medo de não conseguir manter minhas idéias, meus pontos de vista, minhas escolhas (...) Eu tenho medo é da lucidez. Tenho medo dessa busca desenfreada pela verdade, pelas respostas. (...) Eu não tenho medo de perder o senso. Eu tenho medo é desta eterna vigilância interior, tenho medo do que me impede de falhar.

* * *
Toda mulher tem seu dia de confessionário e sempre escolhe a amiga errada para fazer papel de padre.

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Estar feliz não significa exatamente estar de acordo. Eu estou feliz, mas não sei se ainda concordo que é preciso dedicar-se exclusivamente à família, não sei se concordo que o passar dos anos exige mais freio que aceleração, não sei se concordo com esta lenda de que todo amor vira amizade e que desejar mais que isso é imaturidade. Há lógica nisso tudo, mas não há palpitação.

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Sempre desprezei as coisas mornas, as coisas que não provocam ódio nem paixão, as coisas definidas como mais ou menos. Um filme mais ou menos, um livro mais ou menos. Tudo perda de tempo. Viver tem que ser perturbador, é preciso que nossos anjos e demônios sejam despertados, e com eles sua raiva, seu orgulho, se acaso, sua adoração ou seu desprezo. O que não faz você mover um músculo, o que não faz você estremecer, suar, desatinar, não merece fazer parte da sua biografia. (...) As coisas muito boas e as coisas muito ruins exigem explicação. Coisas mais ou menos estão explicadas por si mesmas.

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Perigoso é a gente se aprisionar no que nos ensinaram como certo e nunca mais se libertar, correndo o risco de não saber mais viver sem um manual de instrução.

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Eu estou apaixonada mas não é por uma pessoa. Estou apaixonada pela lembrança de algo leve, solto e rápido, como uma bola de gás que escapa da nossa mão e passa a ficar cada vez menor e mais distante. Estou apaixonada pelo impacto da vida, por um tiro certeiro e bem mirada, pelo arrebatamento provocado pelo descuido das minhas defesas.(...)
Estou apaixonada por algo. Algo completamente intangível. Estou apaixonada por marcar encontros, por receber bilhetes safados.(...)
Quero um romance longo, quero intimidade. Fazer cena de ciúmes, terminar, voltar, brigar de novo, telefonar, pedir desculpas, retornar. Amantes bem-comportadas são um tédio.

* * *
Um homem diz que você é linda, espetacular, a pessoa mais interessante que ele já conheceu e você, se tiver o miolo mole acredita.

* * *
Talvez lembre de mim como uma mulher vivida, descolada, que lida bem com relações descartáveis, logo eu que odeio copos de plásticos, canudinhos, tudo que não dure.

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Não gosto de nada que é raso, de água pela canela. Ou mergulho até encontrar o reino submerso de Atlântida, ou fico à margem, espiando de fora. Não consigo gostar mais ou menos das pessoas, e não quero essa condescendência comigo também.

***
Uma vida sem sustos. È o que desejo pra mim. Não estou dizendo uma vida sem decepções, frustrações ou êxtases: sem sustos apenas. Quero aceitar a potência dos meus sentimentos e não ficar embaraçada diante de reações incomuns. Poder receber uma ventania de pé, mesmo que ela me desloque de onde eu estava. De pé, mesmo com medo. Não mais em posição fetal.

* * *
Não gosto da vida em banho-maria, gosto de fogo, pimenta, alho, ervas, por um triz não sou uma bruxa. (...)

***
Não gosto que me peçam para ser boa, não me peçam nada, mesmo aquilo que eu posso dar. As relações de dependência me assustam. Não precisem de mim com hora marcada e por motivo concreto, precisem de mim a todo instante, a qualquer hora, sei ouvir o chamado silencioso da amizade verdadeira, do amor que não cobra, estarei lá sem que me vejam, sem que me percebam, sem que me avaliem.

* * *
O amor não merece um beijo que não seja no mínimo indecente.

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A gente nunca fica satisfeita com os desfechos de nossos relacionamentos: se não conseguimos esquecer alguém, sofremos. Se conseguirmos, lamentamos o quão pueril tornou-se o passado.

* * *
Ando com preguiça de interpretar o mundo, de entender as pessoas, de procurar os setes erros. Gostaria de ter todas as respostas na última página, de ter um manual de atitudes sensatas, de ter pensamentos voltado pra Meca. Queria que houvesse um serviço de telessoluções entregues em domicílio em menos de meia hora. Deus, ando abençoando a alienação.

* * *
Eu me exijo desumanamente. Tenho impressão de que se eu não tiver uma vida bem argumentada ela vai se esfarelar em minhas mãos. Sou garimpeira, quero sempre cavoucar a razão de tudo, não consigo dar dois passos sem rumo determinado.

E OUTROS...

“Eu gosto de pessoas inteligentes que enxergam o mundo com humor. Tem muitas pessoas em quem eu bato o olho e penso: deve ser legal ser amiga dele. É gente que não carrega o mundo nas costas, que fala olhando nos olhos, que não se leva tão a sério, que é franca na hora do sim e na hora do não. É difícil sacar as qualidades de uma pessoa sem antes conhecê-la, mas intuição existe pra isso. Tenho vários amigos que enriquecem minha vida e se encaixam no meu conceito de "pessoas especiais", mas meu coração é espaçoso e está em condições de receber novos inquilinos”

"Não voltaria no tempo para consertar meus erros, não voltaria para a inocência que eu tinha - e tenho ainda. Terei saudades da ingenuidade que nunca perdi? Não tenho saudades nem de um minuto atrás. Tudo o que eu fui prossegue em mim."

"O melhor seria aceitarmos que todo paraíso precisa um pouco de inferno. Agir direito é uma coisa, mas temos que ficar de olho nos que tentam "redesenhar" o mundo, apagando cigarros ou qualquer vestígio da nossa desajeitada humanidade. Se ficarmos muito bonzinhos, muito certinhos, muito perfeitinhos, acabaremos perdendo o que nos resta de humor."

"E amigo é isso: aquele que a presença conforta sem precisar de muito gesto ou dramatização."

"A mulher e o homem da nossa vida é quem está à mão e nos faz feliz."

O tempo não cura tudo. Aliás, o tempo não cura nada, o tempo apenas tira o incurável do centro das atenções.

"Não subestime os outros, nem os idolatre demais. Seja educada, mas não certinha. Não minta, nem conte toda a verdade. Dance sozinha quando ninguém estiver olhando. Divirta-se enquanto seu lobo não vem."

"É importante cultivar afinidades, mas as desafinações ensinam bastante. No mínimo, nos fazem dar boas risadas.Vale amizade com executivo e com office-boy, com solteiros e casados, meninas e mulheraços, gente que torce para outro time e vota em outro partido.Vale sempre que houver troca. "

"O que pode ser mais miserável do que uma pessoa faminta, sem teto, sem futuro, sem saúde? Sabemos que não são poucos os miseráveis do país, mas às vezes esquecemos da quantidade também imensa de miseráveis que está em nossa órbita, cuja barriga não está vazia, mas a cabeça, totalmente."

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Sou de libra

Signo LIBRA:: Graziella Marraccini :: Este signo se inicia em 23 de Setembro e termina em 23 de Outubro. É um signo positivo, cardeal, de AR, governado por Vênus. O signo de Balança ou Libra, é um signo de exteriorização, de movimento, de beleza.Os nativos do signo de Libra apreciam a beleza, as artes, são pessoas refinadas e com forte tendência social. São inteligentes como todos os nativos dos Signos de Ar. São governados pelo planeta Vênus, mas diferentemente da Vênus-Terra do signo de Touro, são Vênus-Ar, etéreos e refinados. Dão muita importância ao casamento e à vida social. São delicados, amáveis, e tem um temperamento afetuoso. São amantes da paz, e são bons diplomatas, tentando sempre apaziguar e conciliar os opostos. Mas, com esta necessidade de fazer sempre as pazes, tendem a evitar uma boa briga (às vezes saudável), e desta maneira ficam "em cima do muro", sem tomar partido. Isto os torna indecisos, e muitas vezes fazem o papel de "Pontio Pilatus" lavando-se as mãos e fingindo-se desinteressados... São as vezes indolentes, e podem faltar de perseverança, parecendo levianos e amantes da vida alegre e fácil. Se deixam influenciar pelos elogios, talvez no intuito de serem agradáveis. Buscam a vida toda "o outro", o amor, o casamento, e o perseguem a qualquer preço, se envolvendo freqüentemente até em triângulos amorosos. Adoram a vida social e as festas e podem ser um pouco superficiais. De qualquer maneira o Carma do Libriano é sem dúvida o casamento, ou as associações (ou sociedades) onde deverá aprender a tomar partido, tomar decisões, bater o punho na mesa e não ficar na indecisão. Seu ponto fraco no organismo são os Rins, símbolo do relacionamento "a dois", e filtro de nosso organismo. Libra e o Amor: Nas amizades ele parece sempre fazer o que os outros desejam, não demostrando grande entusiasmo mas tentando agradar a todos. E no amor? Bem, o libriano precisa do amor como do ar para viver. Ele é afetuoso, carinhoso e retribui o afeto de maneira contagiosa. Eles amam o amor pelo amor. Eles se envolvem facilmente nos relacionamentos, mas podem se frustrar com a mesma facilidade, pois tem uma idéia muito romântica do amor e do relacionamento. O libriano é ardente mas de uma forma um pouco lânguida. Para aproveitar plenamente o sexo, ele precisa de um ambiente confortável, descontraído e de todo o tempo do mundo. Libra e a Casa: Como é a casa de um libriano? Seguramente muito charmosa, aconchegante e de uma estrema elegância. Qualquer que seja a moda ou o estilo predominante, a sua casa primará sempre pela grande harmonia dos elementos. Com almofadas jogadas ao acaso pelo chão, que induzem a um voluntário abandono, com vasos repletos de flores naturais e quadros dentro desta mesma temática espalhados pelas paredes, este espaço emana graça e sedução sem fim. E como será o quarto de um libriano? Um charmoso convite para um descanso voluptuoso. Muitas almofadas macias, e, como são românticos por natureza, não dispensarão o uso de uma penteadeira cheia de frascos de perfumes, franceses é claro! As cores variam de acordo com as flores de sua preferência, geralmente as violetas, rosas, gardênias e glicínias. O libriano dispensa contrastes, para ele tudo deve estar em perfeito equilíbrio.