Ailin Aleixo
Durante muito tempo acreditei que o que me fazia amar um homem era a inteligência. Ficava enfeitiçada com citações, elucubrações e teses. Mas não era. De nada adianta um perito em física nuclear, se ele não rir das pequenas besteiras que faz, se não souber aproveitar um sábado quente simplesmente não fazendo nada (e curtindo o ócio), se virar um psicopata quando alguém o fecha no trânsito. Então saquei: bom humor era o que mais me atraía.
Sempre achei delicioso estar com alguém que não vê o mundo como uma grande e monstruosa boca cheia de dentes prestes a mastigá-lo, que vive sem arrastar correntes, faz de tudo uma possível piada. Só que nem tudo é uma piada e, em certas horas, tudo o que quero é alguém que me escute e diga algo que me conforte a alma. E, nesses momentos, o pior que pode acontecer é ser levada na piada - existe uma grande diferença entre alegria de viver e recusa a sair da infância. Pois é, não era bom humor o que me fazia amar alguém: era, antes, sensibilidade.
Telefonemas de bom-dia, atenção a informações aparentemente banais mas que dizem muito a meu respeito, não ficar azedo e arredio por causa das minhas pequenas (ou grandes) oscilações de humor - tudo o que eu podia querer. Quase tudo. Tenho personalidade forte e só sobrevive ao meu lado um homem que grite comigo quando eu passar dos limites do bom senso, demonstre desagrado quando eu exigir demais e oferecer de menos. Preciso ser cuidada, mas tenho que sentir que quem está comigo é um homem de verdade e não um principezinho criado pela avó. Quero ser domada, tomada. Mais uma vez minha certeza caiu por terra: nem inteligência, bom humor ou sensibilidade eram o que me fazia amar alguém. Era - isso, sim - virilidade.
Mal abrir a porta da sala e ser consumida por beijos. Ter a roupa arrancada no caminho da cozinha, ser jogada na mesa de jantar sem tempo pra pensar no que está acontecendo, só sentir e saber o tesão incontido daquele homem por mim. Ser desejada com urgência e paixão é um dos maiores elogios que uma mulher pode receber, mas só ser desejada de nada adianta, pelo menos não depois da décima trepada monumental: quando acaba o suadouro, o que resta? Se pouco importa o saldo, o que interessa mesmo é a movimentação, então estamos feitos. Mas, se existe a possibilidade de ser esmagada pelo vazio de sentido após o orgasmo, de nada vale. Pelo menos se não vier acompanhada de carinho. Taí: pensei, então, que carinho era a pedra fundamental pra despertar meu amor.
Mas logo descobri que não era. Carinho é um sentimento abrangente demais: nos invade desde a visão de um cachorro abandonado até a palavra confortadora para alguém que pouco nos importa mas a quem também não queremos mal. Não bastava, era muito pouco. Daí constatei que o essencial para que eu amasse alguém era notar no outro a vontade de ficar, o desejo de estar comigo. Constatei coisas demais e fiquei paralisada diante do ideal que havia criado: absurdo e fictício.
Hoje sei que toda enumeração é uma estupidez e qualquer tipo de formulário emocional, uma passagem sem escalas pra frustração. Claro que gosto de homens cultos, atenciosos, interessantes, divertidos e viris - seria mentira negar. Mas a verdade é que, para que eu ame alguém, basta que eu ame alguém. Porque, quando se precisa justificar o amor, é porque ele não existe. Simples assim.
quarta-feira, 18 de março de 2009
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Sou de libra
Signo LIBRA:: Graziella Marraccini :: Este signo se inicia em 23 de Setembro e termina em 23 de Outubro. É um signo positivo, cardeal, de AR, governado por Vênus. O signo de Balança ou Libra, é um signo de exteriorização, de movimento, de beleza.Os nativos do signo de Libra apreciam a beleza, as artes, são pessoas refinadas e com forte tendência social. São inteligentes como todos os nativos dos Signos de Ar. São governados pelo planeta Vênus, mas diferentemente da Vênus-Terra do signo de Touro, são Vênus-Ar, etéreos e refinados. Dão muita importância ao casamento e à vida social. São delicados, amáveis, e tem um temperamento afetuoso. São amantes da paz, e são bons diplomatas, tentando sempre apaziguar e conciliar os opostos. Mas, com esta necessidade de fazer sempre as pazes, tendem a evitar uma boa briga (às vezes saudável), e desta maneira ficam "em cima do muro", sem tomar partido. Isto os torna indecisos, e muitas vezes fazem o papel de "Pontio Pilatus" lavando-se as mãos e fingindo-se desinteressados... São as vezes indolentes, e podem faltar de perseverança, parecendo levianos e amantes da vida alegre e fácil. Se deixam influenciar pelos elogios, talvez no intuito de serem agradáveis. Buscam a vida toda "o outro", o amor, o casamento, e o perseguem a qualquer preço, se envolvendo freqüentemente até em triângulos amorosos. Adoram a vida social e as festas e podem ser um pouco superficiais. De qualquer maneira o Carma do Libriano é sem dúvida o casamento, ou as associações (ou sociedades) onde deverá aprender a tomar partido, tomar decisões, bater o punho na mesa e não ficar na indecisão. Seu ponto fraco no organismo são os Rins, símbolo do relacionamento "a dois", e filtro de nosso organismo. Libra e o Amor: Nas amizades ele parece sempre fazer o que os outros desejam, não demostrando grande entusiasmo mas tentando agradar a todos. E no amor? Bem, o libriano precisa do amor como do ar para viver. Ele é afetuoso, carinhoso e retribui o afeto de maneira contagiosa. Eles amam o amor pelo amor. Eles se envolvem facilmente nos relacionamentos, mas podem se frustrar com a mesma facilidade, pois tem uma idéia muito romântica do amor e do relacionamento. O libriano é ardente mas de uma forma um pouco lânguida. Para aproveitar plenamente o sexo, ele precisa de um ambiente confortável, descontraído e de todo o tempo do mundo. Libra e a Casa: Como é a casa de um libriano? Seguramente muito charmosa, aconchegante e de uma estrema elegância. Qualquer que seja a moda ou o estilo predominante, a sua casa primará sempre pela grande harmonia dos elementos. Com almofadas jogadas ao acaso pelo chão, que induzem a um voluntário abandono, com vasos repletos de flores naturais e quadros dentro desta mesma temática espalhados pelas paredes, este espaço emana graça e sedução sem fim. E como será o quarto de um libriano? Um charmoso convite para um descanso voluptuoso. Muitas almofadas macias, e, como são românticos por natureza, não dispensarão o uso de uma penteadeira cheia de frascos de perfumes, franceses é claro! As cores variam de acordo com as flores de sua preferência, geralmente as violetas, rosas, gardênias e glicínias. O libriano dispensa contrastes, para ele tudo deve estar em perfeito equilíbrio.
Então ficamos assim:
- Bel Cesar (1)
- Bom demais da conta (3)
- Flávio Gikovate (1)
- Martha Medeiros (7)
- Minha Cara (1)
- Roberto Shinyashiki (1)
- Rosana Braga (6)
- Tom Coelho (2)
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